Assumo que já há muitos anos venho flertando com a possibilidade (e necessidade) de começar a escrever algo que, de alguma maneira, possa se tornar público. Porém, um misto de vida corrida, péssima disciplina e desorganização mental me fizeram adiar este desejo até que não coubesse mais no peito (e no pensamento). Acredito que é chegado o momento em que se faz mandatório deixar que escapem de seus recônditos as vozes que narram, comentam e criticam todos os aspectos do cotidiano que me cerca, para que se lancem e bradem o que já vêm sussurrando há longo tempo.
É por isso que, finalmente hoje, inicio essa tentativa de blog. Minha intenção é conseguir chegar ao ponto onde minhas insanidades possam tomar a forma de palavras, e os vários universos paralelos que me habitam o pensamento possam enfim ser visitados por outros.
Por este motivo, e é claro com uma pitada generosa de preferência particular, escolhi para o primeiro post um poema de que gosto muito, escrito por Fernando Pessoa sob o pseudônimo de Alberto Caeiro. Ele sabia, como poucos.
Boas leituras.